Hoje não havia escrito nada, até sair para o shopping no final tarde e ser surpreendida no taxi. Tinha acabado de entrar e pedir para ir até o Iguatemi quando começou a tocar na Gaúcha a tua música. Em pleno programa de futebol, houve uma pausa e de repente ela começou. Após aquele começo fantástico e meu espanto, o radialista voltou a falar: "Quem nunca foi a um baile e ouviu esta música, se emocionou…". Depois continuou a narrar partidas e sei lá mais o quê, mas com a música toda ao fundo. Foi incrível, até porque até hoje nunca tinha ouvido In The Mood na rádio, apenas nas novelas como fundo das festas de casamento. E agora, ao começar a narrar em teu blog esta história, eis que senti um calor na espinha (sim, calor) e o meu casaco raspou na almofada e fez um "fúúúúuuuuu igual aos teus espirros. Foi emocionante. Coincidências à parte, me sinto feliz de ao menos sentir a tua presença deliciosa ao meu lado!
Boa noite meu anjo!!!
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
O gato, o rato e o cachorro
Durante uma propaganda do GNT ontem, lembrei de uma cena de muitos anos atrás, quando passeávamos de noite em Brasília. Chegávamos perto do nosso prédio e ficamos parados um tempo enquanto cheretavas os miosótis (florzinhas que grudam e sempre tinhas penduradas pelo corpo de tanto que te esfregavas naqueles arbustos). Em segundos, destes um super puxão na coleira, quase destronquei meu braço, mas conseguir frear a tempo. Estavas cuidando um gato, que resolveu no susto sair do arbusto e, em plena corrida, parou debaixo da luz para nos dar uma última olhada. Ele carregava um rato (ou metade de um para cada lado da boca, blérg) e parecia assustado e apreensivo de virar caça em pleno momento de caçador. Mas foi salvo pela guia, que consegui a tempo travar. A cena ficou até hoje em minha cabeça, parecia um vídeo do Animal Planet, com aquela visão tenebrosa da natureza selvagem passando bem na minha frente e eu tentando ao menos minimizar os fatos e trazer meu cachorro para casa sem nenhuma peripécia maldosa da parte dele (claro que só eu me arrependeria, cachorros são caçadores).
Anotei na hora a dica para escrever aqui, e só agora consegui parar para colocar no ar. Mas durante a tarde comecei uma epopéia que parece sem fim: a de tentar esboçar nossa vida juntos em um livro. Tarefa árdua, meu caro "Juvenal Antena", mas não desistirei tão fácil. Até porque, ao menos eu poderei depois dizer que li o teu livro.
A Chuva não dá trégua, acho que chora de saudades do akita sem fim em suas longas três caminhadas diárias. Agora as ruas ficaram vazias, frias e úmidas, sem som e sem cor. Acho que também entristeceram pela tua falta...
Anotei na hora a dica para escrever aqui, e só agora consegui parar para colocar no ar. Mas durante a tarde comecei uma epopéia que parece sem fim: a de tentar esboçar nossa vida juntos em um livro. Tarefa árdua, meu caro "Juvenal Antena", mas não desistirei tão fácil. Até porque, ao menos eu poderei depois dizer que li o teu livro.
A Chuva não dá trégua, acho que chora de saudades do akita sem fim em suas longas três caminhadas diárias. Agora as ruas ficaram vazias, frias e úmidas, sem som e sem cor. Acho que também entristeceram pela tua falta...
domingo, 31 de julho de 2011
Finalmente te encontrei em meus sonhos
Hoje finalmente consegui sonhar contigo, depois de dias de pura aflição. Foi rápido e não lembro muito bem dos detalhes, apenas que te segurava para não brigar com outro cachorro branquinho, que me mordia. Mas consegui sentir teu perfume e toque, foi tão bom! Acho que tudo isso foi possível porque ontem de noite resolvi guardar tuas roupinhas e lencinhos e senti em um deles teu cheirinho canino tão único. Guardei tudo, inclusive os brinquedinhos que gostavas, afinal eram todos tão teus! Ah, um deles, por sinal teu preferido, rendeu lágrinhas não só nossas (minhas e do teu pai), mas também do Fonka e da Gisele. Eles estavam aqui para um churrasco e, claro, por mais que tentássemos desviar, sempre acabavas sendo nosso assunto. Até que contamos para ele que até o final tu não desgrudou da garrafinha amada. Lambeu e a carregou para brincar conosco até o último dia, de tanto que a adorava. Acho que ele não estava preparado para tanta emoção, porque as lágrimas foram mais rápidas que sua tentativa de disfarce e em poucos segundos verteram rosto abaixo. Todos choramos, mas recordando coisas boas e tentando entender porque a vida nos dá e depois tira as melhores coisas. Não estamos reclamando, apenas tentando o que ninguém ainda conseguiu, que é entender como as coisas funcionam e porquê. Acho que aí reside o maior problema da humanidade, o de tentar explicar, concluir o que na verdade está longe de chegar ao fim.
sábado, 30 de julho de 2011
Sete dias
Acendi hoje uma vela para ti, meu anjo. Já se passaram sete dias desde que pude te ver pela última vez, mesmo que já sem vida em meus braços. Oito desde que nossos olhos se encontraram pela última vez, desesperados por um final feliz, por uma volta triunfante da tua saúde e da tua presença aqui em casa. Lembro bem daquele beijo que te dei entre os olhos, desejando sorte e prometendo estar contigo em todos os momentos. E estive, sei que sabes. Estou ainda, sempre estarei.
Meus amigos, teus avós e teu pai têm me ajudado muito, sei que também estão juntado os pedaços, mas o que seria da minha vida sem eles? Meu professor de costura disse que acredita que vais voltar, já é a terceira ou quarta pessoa que me diz isso do fundo do coração. E eu acredito. Porque se nos encontramos de forma tão especial uma vez, certamente novidades tendem a vir por aí. E eu vou aguardando, costurando, escrevendo, sonhando...
Meus amigos, teus avós e teu pai têm me ajudado muito, sei que também estão juntado os pedaços, mas o que seria da minha vida sem eles? Meu professor de costura disse que acredita que vais voltar, já é a terceira ou quarta pessoa que me diz isso do fundo do coração. E eu acredito. Porque se nos encontramos de forma tão especial uma vez, certamente novidades tendem a vir por aí. E eu vou aguardando, costurando, escrevendo, sonhando...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Tão perto, tão longe
Ainda não consegui sonhar com meu filhote, não sei por que cargas d'água, mas não tive essa alegria. Acordei melhor, dizem que é dia de Santa Marta, vai ver minha xará resolveu me dar um conforto. Se bem que chove tanto por aqui que ela deve sim estar me substituindo no choro sem fim.
Tive algumas sensações ao longo do dia gostosas, como se ele estivesse por perto, recordações que em vez de só doer me fizeram dar uma visitadinha por instantes no passado para reviver e sorrir.
Amanhã faz sete dias que meu amado se foi e hoje um mês de seu aniversário (último da jornada e primeiro dia de sua convalescência). Não sei onde isso tudo pode levar, mas sei que estou tentando, passo-a-passo, dia após dia, viver com essa dor de forma cavalheira (sim, porque nunca seremos amigas). Tenho tido algumas ideias de como levar adiante não só a marca, mas todo o legado que esse akita espetacular trouxe para mim e para todos os humanos que conseguiu conquistar e fazer enxergar um pouco mais os animais. Acho que dedicarei este meu aniversário a isso, a tentar dividir minhas conquistas com outros cães, mesmo que apenas com o pouco que der (agora em agosto). Vou pensar a respeito para ver o que será proposto.
E Lance, onde quer que estejas, durma com os anjos porque amanhã será um novo dia e eu sempre, sempre estarei aqui contigo!
Tive algumas sensações ao longo do dia gostosas, como se ele estivesse por perto, recordações que em vez de só doer me fizeram dar uma visitadinha por instantes no passado para reviver e sorrir.
Amanhã faz sete dias que meu amado se foi e hoje um mês de seu aniversário (último da jornada e primeiro dia de sua convalescência). Não sei onde isso tudo pode levar, mas sei que estou tentando, passo-a-passo, dia após dia, viver com essa dor de forma cavalheira (sim, porque nunca seremos amigas). Tenho tido algumas ideias de como levar adiante não só a marca, mas todo o legado que esse akita espetacular trouxe para mim e para todos os humanos que conseguiu conquistar e fazer enxergar um pouco mais os animais. Acho que dedicarei este meu aniversário a isso, a tentar dividir minhas conquistas com outros cães, mesmo que apenas com o pouco que der (agora em agosto). Vou pensar a respeito para ver o que será proposto.
E Lance, onde quer que estejas, durma com os anjos porque amanhã será um novo dia e eu sempre, sempre estarei aqui contigo!
quinta-feira, 28 de julho de 2011
In the Mood - A preferida!
Esta música realmente tem uma história muito bacana, mas não sabemos até hoje o motivo de sua preferência. Antes mesmo do Lancelot completar um aninho de idade, minha mãe comprou um cd do Glenn Miller. Desde a primeira vez em que esta música (In the Mood) tocou, ele se comportou de forma diferente, indo de encontro às caixas de som (ou de qualquer lugar de onde pudesse vir o áudio) e a partir daí prestava atenção total à música. Quando pequenino, ficava tão extasiado que brincava, mordia o rabo correndo em círculos e pulava na gente, quando o abraçávamos para dançar em pé.
Muitos anos depois, aos oito, quando veio morar comigo em Porto Alegre, coloquei para ele a música, que não ouvia há anos, e ele sentou-se ao lado da caixa de som e começou a uivar. Por um ano fez isso direto, como um lamento, um cântico ou sabe-se lá o quê. E até o final, sempre que ouviu a tal canção, levantou atentamente suas belas orelhas e direcionou o olhar, atento e feliz por poder escutá-la. Então, fica aí para quem quiser ouvir a música que veio sabe-se lá de que recordação (ou vida) e que embalou meu filhote por 12 anos.
Muitos anos depois, aos oito, quando veio morar comigo em Porto Alegre, coloquei para ele a música, que não ouvia há anos, e ele sentou-se ao lado da caixa de som e começou a uivar. Por um ano fez isso direto, como um lamento, um cântico ou sabe-se lá o quê. E até o final, sempre que ouviu a tal canção, levantou atentamente suas belas orelhas e direcionou o olhar, atento e feliz por poder escutá-la. Então, fica aí para quem quiser ouvir a música que veio sabe-se lá de que recordação (ou vida) e que embalou meu filhote por 12 anos.
My Sweet Lot
Meu pai sugeriu homenagear o Lancelot com uma de suas músicas preferidas do George Harrison, My Sweet Lord, chamada por ele de agora em diante de My Sweet Lot. Desde então não consigo parar de ouví-la enquanto penso no meu lobinho.
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